Cobertura do Anime Wings pelos colunistas do Pauta

 

Por: Patrick Barbosa, Anna Ventura, Vinicius Barbatto ABR. 14, 2016

 

Ao chegar ao evento, recebemos nossas credenciais e assistimos coreografias de K-Pop em uma parte do pátio enquanto esperávamos as pulseiras. K-Pop é um tipo de música popular sul-coreana. Embora você possa pensar que desconhece o ritmo, com certeza já dançou K-Pop pelo menos uma vez na vida. Ou não lembra daquela festa de quinze anos que tocou Gangnam Style, do Psy?

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Torneio de K-Pop. (Foto: Anna Ventura/Pauta de Bonsucesso)

No entanto, a moda não era apenas sul-coreana. O Cosplay (um hobby que consiste em fantasiar-se de personagens) aos poucos tomava conta do ambiente. Engana-se quem pensa que não se leva a sério um hobby. Diogo Furtado, 26 anos, gastou por volta de R$ 799, em sua armadura de ‘Sith’, guerreiro seguidor do lado sombrio da força que se opõem aos Jedi no universo de Star Wars.

Encontramos também torneios de Card Games. Nas modalidades Pokémon e Yu-Gi-Oh!. Lembro-me que quando lançaram as cartas de Yu-Gi-Oh!, rapidamente surgiu uma polêmica que as associava a uma forma de culto ao “demônio”. As noites de quinta-feira de 2003 foram preenchidas pelo programa do Gilberto Barros, o ‘Boa Noite Brasil’, que exibia uma série especial para tratar do “baralho do demônio”. Isso fez com que meus pais rasgassem minhas cartas. Perdi três Dragões Brancos e um Exódia.

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Torneio de card game. (Foto: Anna Ventura/Pauta de Bonsucesso)

Com essas memórias em mente, perguntei quanto sairia um deck montado. O mais barato estava por volta de R$ 200. Algumas vezes a mais do que paguei em minhas cartas réplicas na época em que competia no colégio. Não era mais a crença que tais cartas evocam as criaturas do Hades, mas, uma conta de igual valor que me afastaria do jogo.

Mais adiante, uma área isolava os cavaleiros feudais de todo o campesinato. Era a Arena Medieval. Um game de duelo com espadas feitas de PVC revestidas por um forro acolchoado. Um golpe no tronco encerra o combate. Golpes na cabeça e pescoço não são permitidos. O jogo também encerra após acertar duas vezes o mesmo braço ou perna. Lute com honra e morra com dignidade. E quando os ânimos se exaltarem, obedeça ao organizador do evento que acalmará os ânimos dos participantes.

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Arena Medieval. (Foto: Vinicius Barbatto/Pauta de Bonsucesso)

As horas corriam, e o Wendel Bezerra chegou ao evento. Sua palestra aconteceu no auditório próximo à entrada. No local rapidamente esgotaram os lugares, restando apenas espaço próximo à porta. Por mais que sua presença fosse a mais esperada por todos, um cosplay do Homem-Aranha segurando o escudo do Capitão América, por alguns minutos roubou a cena. Fotógrafos profissionais e amadores desviaram as lentes do Wendel para registrar as poses do homem aracnídeo.

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Torneio de Cosplay. (Foto: Anna Ventura/Pauta de Bonsucesso)

Fora do auditório, passamos por stands de mangá nacional; fomos surpreendidos por um japonês que perguntou se queríamos o nosso nome escrito em caracteres japoneses. Não pensamos duas vezes quando ouvimos a palavra gratuitamente. Tudo acontecia misticamente bem, até encontrarmos uma figura horripilante que amedrontava quem o encarasse. Um cosplay do Slender Man. Um personagem magro, anormalmente alto, com uma cabeça branca e inexpressiva que veste um terno preto. Desviamos nosso trajeto, afinal, quem nunca ouviu histórias quando criança sobre o Slender Man?

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Slender Man e Jet Li. (Foto: Vinicius Barbatto/Pauta de Bonsucesso)

No Beco Diagonal (área bruxa de compras no universo de Harry Potter), comprei uma camisa cinza de Hogwarts. Não me custou galeões de ouro, nem sicles de prata, ou nuques de bronze, mas R$ 20. Também comprei bottons do Sex Pistols e dos Beatles em um outro stand por R$ 2 cada. E para finalizar, três colares: dois do Game of Thrones e um do Pokémon, por R$ 20 cada.

Houve também um espaço separado para jovens escritores exporem suas obras. M. V. Garcia teve sua obra ‘A Chama da Esperança’ (uma obra de ficção e fantasia), inspirada em RPG, animes e mangás, à venda pelo valor de R$ 28 (348 páginas). A loja virtual de perucas de kanekalon ‘Risu-Chan’, assim como a loja ‘Fantasy’ também estiveram presentes, apresentando seus produtos e orientando os visitantes sobre caracterização e produção de cosplayers.

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Stand Risu-Chan. (Foto: Anna Ventura/Pauta de Bonsucesso)

O que mais me chamou a atenção no evento foi ver alguns visitantes orientando outros visitantes, com a localização de banheiros exclusivos para a produção de cosplay, horário das inscrições dos concursos, troca de contatos profissionais… Pouco foi preciso do auxílio da equipe oficial. Além dos youtubers, dos cosplayers, dubladores e fãs clubes, o espírito de equipe esteve presente no local. E claro, equipe #TeamCap.

 

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