Blog do Historiador Paulo – Os primeiros passos da colonização dessas terras.

A FRANÇA ANTÁRTICA

 

A França Antártica foi o projeto francês de colonizar o Brasil. Antes eles apenas desembarcavam, recolhiam o que precisavam (claro sem que os portugueses soubessem) e voltavam para a França com produtos, principalmente o pau-brasil. Não entravam em combate contra os indígenas e nem os faziam de escravos.

Devido a isso, os franceses fizeram muitos aliados indígenas, principalmente com a Tribo dos Tamoios, já que nunca se passou pela cabeça dos franceses escravizarem os nativos, como fizeram os portugueses. Esse fato foi decisivo na conquista de apoio para a batalha contra os lusitanos.

Cavalheiro da Ordem de Malta, universitário de formação militar, soldado, navegador, diplomata, erudito e até filosofo. Todos esses atributos levaram o rei francês a escolher Nicolas Durand de Villegaignon para chefiar sua expedição de conquista e colonização do Brasil.

Para poder concretizar seus planos, buscou apoio de personalidades da época, como o católico mais influente da França, o Cardeal de Lorena e o Almirante Gaspard de Coligny. Ambos prometeram liberdade religiosa na nova colônia e com isso convenceram o Rei Henrique II a liberar verbas para a empreitada.

Foi então que no dia 10 de novembro de 1555, Villegaignon e sua frota entraram pela primeira vez na Baía de Guanabara, navegaram ao redor da Baia e chegaram à ilha de Paquetá. Rapidamente os franceses se aliaram aos Tamoios, chamados de senhores da baía de Guanabara.

 

FUNDAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

 

No ano de 1560 se iniciou um movimento por parte do império português de reconquista das terras dominadas pelos franceses. Então o governador Mem de Sá organizou uma expedição para expulsar de vez os invasores. No dia 21 de fevereiro adentrou na Baía de Guanabara, e no dia 15 de março iniciou o ataque.

A vitória foi certa, o forte de Coligny foi totalmente destruído e alguns dos franceses sobreviventes fugiram para dentro do continente junto com os aliados indígenas, se estabelecendo principalmente na aldeia Uruçumirim (atual Praia do Flamengo).

Como Mem de Sá não possuía equipamentos e tropas para se estabelecer na região, deixou o lugar conquistado sem nenhuma fortificação, e isso foi um erro, um desleixo.

Cinco anos mais tarde, a batalha decisiva que provocaria a retirada dos remanescentes para Cabo Frio aconteceu. Estácio de Sá, que era sobrinho de Mem de Sá, chegou à Baía de Guanabara no dia 9 de fevereiro de 1565, encontrando um litoral cheio de Tamoios e franceses guardando a região – não tinha como fazer uma invasão de frente.

Foi então que na madrugada do dia 1 de março, Estácio de Sá se estabeleceu em um arraial no sopé do Pão de Açúcar às seis horas da manhã de uma quarta-feira chuvosa e lançou os fundamentos da cidade do Rio de Janeiro.

Mandou construir um muro de madeira entre o morro do Pão de Açúcar e o morro Cara de Cão (hoje São João). Colocou uma porta de madeira, mandou todos saírem da fortaleza e deixou apenas uma pessoa do lado de dentro da fortificação.

Então bateu na porta três vezes. O “porteiro” perguntou quem era e Estácio de Sá disse as seguintes palavras:

Meu nome é Estácio de Sá, fundador e Primeiro governador do Rio de Janeiro.

[…]

 

A cidade nascia pelas bandas do centro e do morro do castelo, mas aqui na região, o que tinha? O que existia? O importante agora é ter uma visão geral e observar como se desenvolveu Bonsucesso, Ramos, Olaria, Penha, a Leopoldina em geral, até os dias de hoje.

 Mostraremos nas próximas edições uma boa parte da “evolução” (depende do ponto de vista) dos bairros, mostrando alguns acontecimentos que marcaram a vida suburbana.

 

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