Ativista interrompe fórum internacional com protesto sobre a Zona da Leopoldina

André Casati, chamou a atenção dos presentes para o cartaz que trazia reivindicações.

 

Por:  Patrick Barbosa JUN. 27, 2016

 

Nos dias 21 e 22 de junho, aconteceu o Fórum Internacional da Mobilidade por bicicleta. Segundo os organizadores, o fórum é um meio de formular políticas públicas com ênfase no incentivo ao uso da bicicleta.

Entre os presentes estavam secretários municipais, presidentes de organizações e lideranças comunitárias. Nossa equipe entrevistou André Casati, que interrompeu o evento com um protesto pacífico chamando a atenção de todos para temas que não foram abordados no fórum.

Confira abaixo a entrevista:

Qual era o propósito do fórum?
Promover as transformações que aconteceram e acontecem na cidade por conta das Olimpíadas, com foco em evento internacional (Velo-City), que acontecerá somente daqui a dois anos. Houve bastante destaque para a Praça Mauá e o Museu do Amanhã, que virou imagem de capa do evento, em rede social. Vale lembrar que tais mudanças não se alinham com uma cidade que entende que a bicicleta é uma das soluções para a mobilidade urbana, como já está claro para outras ao redor do mundo.

Sua manifestação era esperada?
Claramente as autoridades foram pegas de surpresa.

Qual era o seu objetivo/reivindicação?
Vários eram os objetivos, mas um deles era fazer com que os nomes das vítimas fatais da ciclovia Tim Maia fossem lembrados e que o acidente não fosse minimizado pelas autoridades, como demonstraram nos discursos de abertura. Outro era lembrar os projetos cicloviários prometidos e com planejamento pronto, porém sem previsão para execução, como o caso do trajeto Tijuca à Praça XV e o Ciclo Rotas Centro; por fim, falar sobre diversos assuntos não menos relevantes, tais como: redução de velocidade, algo sempre repetido (como uma espécie de mantra) pelos especialistas; falta de ciclovia e sistema de bicicletas compartilhadas no subúrbio; integração da bicicleta com outras modais (trem, metrô, BRT) e infraestrutura (ex: bicicletários seguros e ciclovias ao redor das estações de metrô e trem); o projeto da ciclovia na Zona da Leopoldina e destaque para a mensagem “bicicleta é transporte”, levantando a questão de que a mobilidade por bicicleta se encontra, atualmente, dentro da pasta de meio ambiente.

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“Ciclovia Zona Leopoldina
Intermodalidade: BRT, Metrô, Trem + Infraestrutura.
Redução de velocidade.
Subúrbio: Bike compartilhada, projetos cicloviários.
Olimpíada pra quem?
Ciclovias pra quem?
Bicicleta é transporte.”

André Casati nasceu no subúrbio, Zona Norte carioca.

ERRAMOS!: Na matéria “Ativista interrompe fórum internacional com protesto sobre a Zona da Leopoldina“, no cartaz estava escrito Redução da velocidade e não Educação da velocidade, como constava na matéria.

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