CORDOVIL: Cordovis no Brasil, uma família influente.

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Não se sabe ao certo quanto a chegada da família no Brasil, mas segundo documentos históricos, Bartolomeu de Sequeira, que era natural de Alvito, em Évora, nascido em 1640, casou se com Nathalia Fróes, moradora da mesma vila.Dessa união nasceu o dono das terras do Ofício de Provedor da Fazenda Real (bairro de Cordovil atualmente) Francisco Cordovil da Sequeira, que foi casado com Dona Maria Pacheco Ayró.

Dessa união nasceu Bartolomeu Cordovil em Lisboa no ano de 1677. Casou-se no Rio de Janeiro no dia 19 de fevereiro de 1707, na capela do Engenho pertencente á noiva em Irajá, Dona Margarida Pimenta de Mello.

O casal teve um filho, Francisco Cordovil de Sequeira e Mello, que desde dezembro de 1734, a pedido do pai, assumiu a administração da fazenda Real. Com a morte do pai em 3 de janeiro de 1738, a propriedade do Ofício de Provedor da Fazenda Real, conforme carta régia de 14 de março de 1743. Desde essa época, a fazenda real era a maior em extensão dentre os treze engenhos existentes na freguesia de Irajá.

Bartolomeu foi o primeiro Cordovil de destaque em terras brasileiras, onde no Rio de Janeiro foi secretário do Governo da capitania em 1705. Antes exerceu os cargos de soldado, cabo de esquadra, Sargento Superior e Alferes da Companhia do Mestre de Campo Jorge Lopes Afonso, na Capitania de Pernambuco.

O Dr. Francisco Cordovil de Sequeira e Mello, filho de Bartolomeu foi um dos homens mais importantes do Brasil Colônia, pois além do provedor da Fazenda Real, ele era Vedor da Gente de Guerra da Capitania do Rio de Janeiro. Francisco além do cargo de Provedor da Fazenda Real foi ainda Provedor da Santa Casa de Misericórdia do Rio de janeiro, no período de 1760/1761, substituindo Gomes Freire de Andrade. Francisco ainda foi irmão ministro da venerável Ordem de São Francisco da Penitência no período de 1746 à 1749.

Durante toda a existência da família, muitos Cordovis contribuíram de alguma forma com o Império (também tiveram atuação destacada na República), sendo uma família de extrema importância, muitos deles cresceram, estudaram em Coimbra, tiveram cargos no governo e se tornaram influentes.

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Foto internet.

Filho de uma união Jacob Maria Maurity e Joaquina Eulália Cordovil Maurity, o futuro Almirante Joaquim Antônio Cordovil Maurity nasceu no dia 13 de janeiro de 1844 e já desde cedo mostraria talento nato para liderança, se destacando devido a isso.

Joaquim foi o aluno número um de sua turma na Escola Naval, foi promovido a Guarda Marinha em 1860, e tenente por bravura em 1867. Ascendeu a Almirante em 1903 e participou ativamente na Guerra do Paraguai, nos combates de Itapuru, Passo da Pátria, Curuzu, Curupaiti, Angustura e Humaitá; a mais famosa delas foi no Humaitá, que é considerada um marco na marinha brasileira, onde Cordovil se destacou ajudando a esquadra brasileira na vitória, e, onde lhe rendeu homenagens inclusive do Visconde de Ouro Preto, que o citou em sua obra “A Marinha de Outrora”. Cordovil recebeu homenagens e citações de Visconde de Inhaúma, Enéas Lintz em seu livro “Últimos dias do Humaitá” (Rio, 1918), e Garcia Júnior, no seu trabalho “Divisas e Bordados” (Rio, 1938).

Depois da brilhante passagem na guerra, continuou mostrando a tradição de influência da família perante o governo brasileiro. Em 1889 foi o escolhido para representar o Brasil em Washington, no Congresso Nacional dos Marítimos. O Almirante ainda chefiou a Comissão Brasileira na Exposição Colombiana em Chicago. Mesmo depois da queda do Império manteve sua importância e permaneceu ao lado dos republicanos, o que lhe rendeu uma viagem a Europa para acompanhar a construção de um navio para a Armada brasileira, chegando a ser Chefe do Estado Maior da Armada Brasileira.

Uma vida intensa e cheia de honrarias, seu corpo desgastado com o tempo de luta veio a falecer em sua casa na Rua Haddock Lobo, número 135, sepultado no cemitério São Francisco Xavier. Foi casada com a Dona Lúcia Brett Maurity e tiveram seis filhos. Vários jornais da época destacaram sua morte e renderam várias homenagens ao herói patriota. Maurity teve seu nome citado quase todos os dias nos jornais da época, por seu um homem de destaque das forças armadas e muito influente, inclusive, com encontros com Pedro II e com presidentes da República.

O jornal Annuário das Estações Esportivas cita que o Presidente Affonso Pena chegava ao local onde estavam diversas autoridades, incluindo em destaque, o velho Almirante. O jornal “A Ilustração Brasileira” dedica uma página inteira para homenagear seus feitos na guerra do Paraguai, descrevendo detalhe por detalhe o que o fez herói.

[…]

Continua…

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