Projeto memória: A primeira casa de alvenaria em Bonsucesso.

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Acervo O Globo.
A equipe do jornal Pauta Popular teve acesso em uma de suas pesquisas a documentos e entrevistas que contam a história de Bonsucesso. Fatos ainda inéditos, que se mantém apenas na memória do coletivo social.

No decorrer desta terça-feira (02), o Pauta irá publicar trechos de uma reportagem que revela e esclarece pontos fundamentais na história do bairro.

Confira abaixo o primeiro capítulo.

 

SURGIMENTO DA AVENIDA BRASIL

“Rio de bairro em bairro

Pedi emprestado um pedaço de papel a um repórter do “A Noite” e tracei para o Prefeito Pedro Ernesto, o trajeto da via pública que nós, moradores da Leopoldina, estávamos pedindo que abrisse a meio caminho do Porto de Inhaúma e da Estrada de Ferro Leopoldina. Isto em 1933, durante uma peixada que lhe oferecemos. Daí surgiu a Av. Brasil – conta o Comendador Sinibaldo Macillo, um dos mais antigos moradores de Bonsucesso”.

A PRIMEIRA CASA DE ALVENARIA

“O Comendador Sinibaldo foi morar em Bonsucesso, em 1923, assim que ficou pronta sua casa na Avenida Paris, 117, a primeira construída no loteamento Cidade dos Aliados, onde hoje é o centro de Bonsucesso. E foi morar, no bairro que estava nascendo, um vastíssimo campo de realizações. Seu objetivo era ajudar o desenvolvimento urbano daquela área.

Início

Com 3 contos e 500 mil réis, o Sr. Sinibaldo Macillo comprou seu primeiro terreno em Bonsucesso. E com 16 contos construiu a casa, no número 117 da Avenida Paris, a primeira em tijolos e cimento da área. O material para a construção chegou em carros de boi.

A casa, seis anos depois, foi vendida por 16 contos de réis.

– Foi a crise mundial de 1929 que provocou a desvalorização – explica o economista Sinibaldo Macillo. Mudei-me, nesta época, para o número 675 da mesma Avenida Paris, onde ainda moro. Gastei, então, cinco contos de 500 para comprar o terreno. Fiz a casa com 14 contos”.

A CIDADE DOS ALIADOS

“Origens

– Bonsucesso era sobrenome de uma família que morava na região no século passado e que legou seu nome ao bairro. Em 1917, Guilherme Maxwell de Souza Bastos, o dono da maior fazenda do lugar, dividiu a área, fazendo um dos primeiros loteamentos da Guanabara, seguindo o planejamento dos engenheiros Rosas e Marques Porto, e que ele denominou Cidade dos Aliados, em homenagem às Forças da I Guerra Mundial.

– O bairro surgiu durante o primeiro grande conflito, conta o Comendador, e Maxwell deu às ruas os nomes das principais cidades do mundo: Paris, Londres, Liège, Nova York, etc. Do outro lado da linha do trem, Paulo de Frontin, algum tempo depois de Maxwell, iniciava o loteamento de sua fazenda, dando às ruas nomes dos generais heróis da guerra”.

 

Continua…

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